O que se fotografa, como se fotografa (que papel temos?) e para quê? Perguntas de respostas múltiplas sem certos nem errados. Cada fotografia uma história, mais as outras que não contamos.
“A máquina, é sempre a máquina a toda a hora, como se mais nada interessasse!” ouvi do lado de lá, numa mistura entre zangas de vidas normais e ciúmes justificados (como se houvesse outros).
A “máquina”, quantas coisas cabem numa palavra só?
Depois, a máquina, a tal, que desta vez vinha escondida no saco da praia por entre toalhas, lanches e protector solar areado, de lá saiu quando foi precisa para um instantâneo.
Esta fotografia reune pelo menos uma década de vida em família. De ausências e presenças, de memórias, de atenções e devaneios e algumas respostas que possam fazer sentido. Fotografar (também) para isto.
Fotografar.