40 something photos from 365 days with a camera spinning inside my head, looking for a word that sums it all. Grace.
Edit [2024]
40 something photos from 365 days with a camera spinning inside my head, looking for a word that sums it all. Grace.
40 something photos from 365 days with a camera spinning inside my head, looking for a word that sums it all. Grace.
just click to get the big picture.
Foi há um ano, mas coisa menos coisa, que a Leonor entrou em contacto comigo. Queria usar parte do valor que os seus patrocinadores lhe davam anualmente, para investir na sua imagem e alcançar mais e melhor visibilidade nas redes sociais, numa lógica de se valorizar a médio/longo prazo. Pareceu-me um bom plano e uma lufada de ar fresco por comparação com o pedido tantas (demasiadas) vezes ouvido: “Não me arranjas umas fotos? É só para o insta!”
Resolvemos então experimentar um novo modelo de trabalho: em vez de esperarmos pelas condições ideais para fotografamos num determinado dia, acordámos um conjunto de dez sessões, sem um prazo definido. Podíamos fazer 2 sessões num dia só, ou uma sessão por mês…o que fosse, seria em função das disponibilidades de cada um e, claro, da de Neptuno e de São Pedro. Trabalhando assim, ganhámos algo muito valioso: tempo para nos conhecermos. Bem sei (e percebo) que a pressa e o imediatismo estão in, mas eu continuo a acreditar que o tempo que dedicamos a quem nos rodeia ou, no caso, a quem fotografamos, faz toda a diferença para o resultado final. Não sendo nem eu nem a Leonor marcianos, fomos gerindo o processo como seres humanos do século XXI: à medida que as imagens aconteciam, partilhávamos nas nossas redes sociais. Mas foi graças ao luxo do tempo, que percebi que a Leonor tem planos bem definidos para a sua vida. Foi também sem amarras aos ponteiros do relógio, que descobri que por trás de uma certa reserva - talvez timidez - há um sorriso que de vez em quando escorrega cá para fora. Foi nos tempos mortos, enquanto esperávamos pela maré e partilhámos um almoço no areal de Santa Rita, que demos espaço para que aquela praia nos recompensasse umas horas depois com um pôr-do-sol digno de uma planície africana. Foi também por termos tempo (das poucas coisas que vale realmente a pena ter) que fui percebendo o ritmo do seu surf e ela foi compreendendo as minhas divagações fotográficas. Agora, quase a finalizar este processo, ficam as memórias de dias bem passados.
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